Friday, September 23, 2011
AMANHÃ SÁBADO RESISTENTE!!
Governo de São Paulo
apresenta
no Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
SÁBADO RESISTENTE
24 de setembro, das 10h às 17h30
QUARENTA ANOS DO MASSACRE DE BURITIS
Homenagem a Carlos Lamarca, Zequinha Barreto, Otoniel Campos Barreto e Luiz Antônio Santa Bárbara
O Sábado Resistente de setembro vai debater sobre a operação implacável de caça aos militantes instalados na região de Brotas de Macaúbas (BA).
A chamada “Operação Pajuçara” – iniciada em fins de agosto de 1971, que tinha como alvo maior Carlos Lamarca, militante histórico da VPR e destacado comandante da guerrilha urbana no Brasil – transformou a cidade de Buritis em campo de concentração, torturou populares em praça pública e assassinou vários militantes diante dos olhos da população.
O encerramento dessa barbárie terminou em 17 de setembro daquele ano com a execução do Capitão Carlos Lamarca, Zequinha Barreto, Otoniel Campos Barreto e Luís Antônio Santa Bárbara.
Há dez anos, a população local, com a ajuda da Igreja Católica, relembra esse massacre de ‘Buritis Cristalino’, como ficou conhecido na região, com missas, inaugurações de monumentos e eventos populares. Comemoram-se, a cada ano, o espírito tenaz e resistente dos que ousaram lutar contra a ditadura militar na busca por uma sociedade democrática com justiça social e valores humanitários.
Venha conhecer um pouco mais a respeito desta chacina ocorrida há exatamente 40 anos e outras repercussões dessa luta de resistência.
No encerramento, será feita uma homenagem especial a Carlos Lamarca, comandante da VPR.
PROGRAMAÇÃO
10h00 – Boas vindas de Kátia Felipini (coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo)
10h15 – DEBATE “A Militância Clandestina contra a Ditadura”
Coordenação: Ladislau Dowbor - professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, dirigente da VPR, foi preso e libertado em 1970 na troca pelo embaixador da Alemanha (terceiro vôo da liberdade). Tem diversos livros publicados e é consultor da ONU
Participação:
- Roberto De Fortini - operário italiano, militante da VPR, preso e libertado na troca pelo embaixador da Suíça (quarto vôo da liberdade), Assessora atividades e cooperativas de agricultura familiar e tem diversas experiências de economia solidária.
- Aluizio Palmar - brasileiro, jornalista, militante político, preso em janeiro de 1969, libertado e banido em janeiro de 1971 pela troca do embaixador da Suíça (quarto vôo da liberdade), integrante da VPR. É autor do livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?”
- Dolantina Nunes Monteiro - brasileira, gaucha, camponesa, exilada política desde 1971, ativista de movimento feminista e popular na Argentina.
- José Carlos Mendes - militante da VPR, exilado político de 1971 a 1979.
11h30 – Depoimentos de militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)
INTERVALO
14h00 – Boas vindas de Kátia Felipini - coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo
Apresentação e Coordenação de Ivan Seixas - Núcleo de Preservação da Memória Política
14h30 – Exibição do documentário “Massacre de Buritis”, de Maria das Graças Sena
15h00 – Palestra de Roque Aparecido Silva, diretor do Instituto Zequinha Barreto sobre os eventos deste ano em Brotas de Macaúbas
15h30 – Debate
16h30 – Apresentação musical
17h00 – Homenagem a Carlos Lamarca
Monday, September 5, 2011
Sunday, September 4, 2011
FILHA DA ANISTIA - próximas cidades
Brasília e Salvador são as próximas cidades que receberão o projeto FILHA DA ANISTIA, ainda em 2011.
Em breve, as datas e teatros serão divulgados aqui mesmo no blog.
Brasilienses e Soteropolitanos, estamos chegando!!!!
Em 2012, novas cidades na Caravana Filha da Anistia!
Acompanhe a programação!!!
Monday, June 13, 2011
Ato Público de Repatriação do Acervo do Brasil: Nunca Mais
O Arquivo Público do Estado de São Paulo, o Ministério Público Federal e o Armazém Memória convidam a todos para participar, no próximo dia 14 de junho, às 14h30, do " Ato Público de Repatriação do Acervo do Brasil Nunca Mais ".
Durante o evento será anunciado o início do projeto Brasil Nunca Mais Digital , que irá digitalizar e colocar na internet o acervo do projeto Brasil: Nunca Mais , formado por cópias em microfilme de 707 processos judiciais do Superior Tribunal Militar. Também serão digitalizados cerca de 4 mil documentos do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) sobre o mesmo tema.
Mais informações sobre o evento e o projeto "Brasil Nunca Mais Digital" você encontra no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo:http://www.arquivoestado.sp.gov.br


Seminário Internacional Comissão da Verdade e Justiça de Transição - Perspectivas Brasileiras
Nos dias 9 e 10 de junho, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça promove o Seminário Internacional Comissão da Verdade e Justiça de Transição – Perspectivas Brasileiras. O evento terá a participação do presidente da Comissão de Anistia e secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, e de especialistas internacionais no tema.
A abertura será na quinta-feira (9), às 18h, no salão nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Integram a programação do seminário três temas centrais: O Marco Jurídico Internacional e Constitucional da Justiça de Transição; Comissão da Verdade como Instrumento de Justiça de Transição e Os Desafios da Comissão da Verdade no Brasil.
Participam do seminário a vice-diretora da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, Ana Lúcia Sabadell; o coordenador para a América Latina do Programa sobre Direito Penal Estrangeiro e Internacional do Instituto Max Planck, Jan-Michael Simon; o coordenador do projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos, Gilney Viana, e a secretária-executiva da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Nadine Borges.
O seminário é uma parceria do Ministério da Justiça com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a Faculdade Nacional de Direito e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, o instituto alemão Max Planck e o Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos apoiam o evento.
Sábado Resistente discute a Comissão da Verdade e Justiça - 04 junho
Comunicação do Núcleo de Preservação da Memória Política
São Paulo, 06 de junho de 2011
Mais de duas centenas de pessoas se reúnem
no prédio do extinto Deops de São Paulo
para discutir a criação da
Comissão da Verdade e Justiça
O auditório do Memorial da Resistência – que ocupa parte do prédio onde funcionou o Departamento de Ordem Política e Social (Deops) de São Paulo – não foi suficiente para acomodar todos os que compareceram à edição do programa Sábados Resistentes, da tarde deste 04 de junho, para debater o projeto de lei 7376 que tem como objetivo a instalação, no Brasil, de uma Comissão da Verdade.
Na abertura do evento, antes das exposições e debates, foi feita uma homenagem aos fundadores e lutadores do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA) de São Paulo Um reconhecimento da grande mobilização social que se iniciou nos anos 70 em todo o País, e que levou a luta pela Anistia a importantes conquistas, que necessitam ser consolidadas e aprofundadas. Cada homenageado recebeu das entidades organizadoras do ato, um cravo vermelho.
O debate sobre a Comissão da Verdade, da sua amplitude e, portanto, da lei 7376 que a cria, implicou fundamentalmente dois momentos.
No primeiro momento, exposições e análises dos participantes da mesa, Profa. Dra. Deisy Freitas Lima Ventura; Prof. Dr. Paulo Abrão; Dr. Belisário dos Santos Júnior; e Dra. Marcie Mersky (ver abaixo pequeno perfil de cada um), da proposta da lei 7376; o funcionamento de uma Comissão da Verdade; a experiência jurídica internacional em países que estiveram submetidos a ditaduras e que criaram comissões da Verdade; a formatação, dinâmica e problemas e conquistas dessas diversas experiências; sua importância para o desnudamento dos atos violentos que atentaram contra os direitos de seus cidadãos; a importância dessas comissões para o resgate da auto-estima de toda a sociedade e reconstrução de novos parâmetros de cidadania; os conceitos e entendimento de Justiça de Transição; o atual contexto brasileiro, seus limites e potencialidades; a abertura dos arquivos da ditadura e a instalação da Comissão da Verdade enquanto questões fundamentais para o fortalecimento do Estado de Direito.
No segundo momento, abriu-se a palavra para a manifestação, perguntas e pedidos de esclarecimento da platéia.
Na ocasião, foi distribuída aos assistentes mais de 500 cartilhas “Comissão da Verdade: Por quê? Para quê? O que temos de fazer” que, preparada pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, visa aprofundar o conhecimento a respeito dos objetivos, parâmetros e histórias das Comissões da Verdade.
Também foi distribuído amplamente o manifesto em prol de uma Comissão da Verdade e Justiça elaborado pelo Coletivo de Mulheres de São Paulo assim como pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, que no endereço eletrônico abaixo, já colheu até o momento, mais de 2.400 assinaturas
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N10720
Os Sábados Resistentes acontecem mensalmente, organizados pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, em parceria com o Memorial da Resistência. O objetivo da programação é o debate e avanço em direção do esclarecimento dos crimes perpetrados pelo terror de Estado durante a ditadura civil-militar instalada com o golpe de 1964; a permanência da violência institucional no pós ditadura e até os dias de hoje, o estabelecimento dos nexos entre o passado e o presente, e a discussão de políticas na área dos Direitos Humanos.
Profa. Dra. Deisy Freitas Lima Ventura
Professora de Direito Internacional e Presidente da Comissão de Cooperação internacional do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP). Doutora em Direito Internacional e Mestre em Direito Comunitário e Europeu da Universidade de Paris 1, Panthéon-Sorbonne, mestre em Integração Latino-americana da Universidade Federal de Santa Maria e graduada em Direito.
DEBATEDORES
Prof. Dr. Paulo Abrão - Secretário Nacional de Justiça e Presidente da Comissão de Anistia. Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestre em Direito pela Unisinos e especialista em Direitos Humanos e Processos de Democratização pela Universidade do Chile. Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e professor convidado do Curso de Mestrado em Direito da Universidade Católica de Brasília (UCB).
Dr. Belisário dos Santos Júnior
Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, mestre em Legislação Penal Especial (pela FaDUSP) . Foi Secretario da Justiça e da Defesa da Cidadania entre 1995 e 2000. Membro da Comissão Justiça e Paz desde 1992; foi advogado de presos e perseguidos políticos durante os anos da ditadura. Membro da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB e Presidente da Associação de Advogados Latino-Americanos pela Defesa dos Direitos Humanos.
Dra. Marcie Mersky
Diretora do Centro Internacional para a Justiça de Transição – ICTJ. Nasceu nos Estados Unidos, mas viveu nos últimos 25 anos na América Latina, onde foi consultora sênior das Nações Unidas na Guatemala durante os trabalhos da Comissão da Verdade naquele país, exercendo o papel de coordenadora do relatório final. Possui mestrado pela Universidade de Harvard; atuou no grupo “Orientando as Comissões da Verdade”; e foi funcionária das Nações Unidas na Comissão que investigou as causas do assassinato de Benazir Bhutto, no Paquistão.
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